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Exercício Físico e saúde o factor sexo


O senso comum e a sabedoria popular não se têm enganado na matéria. Sexo é bom e faz bem. Mas o reconhecimento da ciência, através de inúmeros estudos cientificos, permite
avançar novas teorias. O sexo prolonga a vida, o sexo melhora a performance física,
a performance física produz melhor sexo.

É um ciclo vicioso. De saúde e prazer.

Quando, em 2003, cientistas da Harvard School of Public Health revelaram que os
homens que correm pelo menos tres horas por semana têm uma performance sexual semelhante à de homens 2 a 5 anos mais novos, a descoberta não foi propriamente celebrada como um grande avanço científico. O terreno de estudo não era novo, como também não era nova a relação entre função sexual e condição física. A revelação do estudo norte-americano consistia na inversão dos termos da relação:
afinal, o sexo não só promove o bem- estar físico e saúde geral, mas a própria qualidade do desempenho sexual está dependente de uma boa forma física.
Para alguns autores, as semelhanças entre as duas actividades denunciam essa íntima ligação: ambas fazem transpirar, provocam uma pulsação acelerada, aumentam a temperatura do corpo e conduzem, no final, a uma certa sensação de satisfação. Ou frustração...



A nível
hormonal, sexo e exercício físico parecem também ter uma fonte de alimentação comum. A testosterona, hormona que regula o desenvolvimento dos órgãos sexuais na adolescência, mantém a sua actividade como anabolizante muscular ao longo de toda a vida, mostrando-se particularmente influente no rendimento físico e desportivo. É por isso que se encontram níveis muito elevados de testosterona no corpo logo após um intenso treino clesportivo... ou uma longa noite de sexo.



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Altos níveis de testosterona aumentam risco de cancro da próstata



Um estudo recente americano revela que os homens acima dos 50 anos com altos níveis sanguíneos de testosterona correm maior risco de cancro de próstata.


Para os pesquisadores, esta descoberta lança sérias dúvidas sobre a segurança da terapia de reposição de testosterona. Descobriu-se que a testosterona livre, uma forma biologicamente activa queode ser actualmente usada pela próstata, está associada a um maior risco.


De acordo com o estudo, a altura, o peso, a percentagem de gordura corporal ou massa muscular parecem não afectar esta associação. Assim como os níveis totais de testosterona e o sulfato de de hidroepiandrosterona, uma outra hormona androgé nica, parecem não estar relacionados com o risco de cancro de próstata. Ao passo que a globulina fixadora de hormona sexual, uma proteína que liga a testosterona no sangue, foi associada a uma pequena diminuição do risco de cancro de próstata.
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PATERNIDADE RESPONSÁVEL


Paternidade responsável


Um curioso estudo do Instituto Superior de Psicologia Aplicada, em Lisboa, descobriu que os homens que querem ser pais apresentam maiores níveis de testosterona durante o tempo ao longo do qual tentam ter filhos.
Esta original regulação hormonal, aumenta a probabilidade de concepção: por um lado, a testosterona provoca períodos de intensa actividade sexual e, por outro, incrementa também a produção de esperma.
Curiosamente, este aumento de testosterona ocorreu apenas nos homens que queriam ter filhos, o que leva a pensar numa relação inconsciente entre o cérebro e as hormonas.
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